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Chegada na estação de Vitória da Estrada de Ferro Vitória a Minas
Helder, de João Neiva/ES, Míriam, de João Monlevade/MG, Poliana, de Nova Era/MG, Tânia, de Aimorés/MG e Maria da Conceição, de Belo Oriente/MG, chegaram ontem, em Vitória. No hotel já estavam Geremias, de Ibiraçu/ES, e Lucia Elena, de Conselheiro Pena/MG.
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Dia 1 – Conhecendo o grupo e o Instituto Marlin Azul
O grupo chegou hoje, 24/11, ao Instituto Marlin Azul por volta das 9h. O dia foi dedicado às apresentações pessoais e das histórias, contadas oralmente por cada um dos autores e autoras. Como nesta edição todas as histórias têm relação com as vidas pessoais dos participantes, houve momentos em que as emoções tomaram conta e as vozes ficaram embargadas. Mas também teve muita gargalhada e, claro, cada um dando pitaco nas histórias dos colegas.
As professoras de roteiro, Lulu Correa e Beth Formaggini, se encarregaram também de fazer algumas provocações que serão desenvolvidas mais tarde, ao longo da semana.
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Dia 2 – Definidos documentários e ficções
O grupo foi dividido em 2. Beth Formaggini ficou a cargo dos curtas “Inventário da Infância”, “Pedro Além de Alcântara” e “Uma Viagem… Minha Parte da História”, de Helder, Miriam e Tânia, que serão documentários.
Lulu Corrêa passou o dia com os quatro que vão transformar suas histórias em filmes de ficção: Geremias (“Julyta e o Zeppelin”), Lucia Elena (“Perdidos no Jardim”), Poliana (“Eu Sou É Eu Mesma”) e Maria da Conceição (“Aventuras nos campos, matas, ribeiros, lagoas e o apito do trem”).
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Dia 3 – Início do Módulo Cinema Manual
Manhã e tarde foram com Beth e Lulu, professoras de roteiro. A novidade ficou por conta do início do módulo “Por Um Cinema Manual”. Cintya Ferreira e Mariana de Lima começaram, no fim do dia, um módulo com foco na experimentação e na criatividade. Serão cinco encontros em que, não só nossos sete participantes, mas também toda a equipe, farão exercícios práticos, que envolvem imagens (capturadas com o celular) e sons que sugerem novas abordagens das narrativas. A ideia é treinar o olhar e a escuta no dia a dia, ou seja, para além do filme que estão desenvolvendo.
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Dia 4 – Roteiro e Cinema Manual
O grupo está, desde segunda-feira, trabalhando nos roteiros que, a essa altura, já estão tomando forma. A turma do documentário está definindo as diretrizes da pesquisa de material de arquivo. Lulu, com a turma de ficção, segue definindo detalhes de cada cena enquanto exibe algumas cenas, inclusive de outras edições do CVM, para ampliar o repertório de possibilidades. Enquanto isso, as discussões mais conceituais seguem ganhando força nos encontros do cinema manual, no fim do dia. Cintya e Mariana exibiram duas cenas que contam histórias de forma diferentes: uma se valendo da narração e outra apenas com imagens e ações.
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Dia 5 – Oficina de Produção
Quem chegou por aqui hoje à tarde foi Alexandre Guerreiro. Ele veio para ensinar aos nossos pupilos as manhas da produção de um projeto audiovisual. Ele falou da importância de um plano de filmagem bem planejado e organizado, da listagem e detalhamento de objetos de cena, da definição e produção das locações, enfim, de como se preparar para ter o menor número de imprevistos possível num set de filmagem (já que eles acontecerão de qualquer jeito!). Alexandre também passou trechos de filmes e, junto com a turma, destrinchou a produção de cada cena.
Os roteiro seguem passando por revisões com Lulu e Beth, pelo menos, até amanhã.
Também recebemos, hoje, a visita de Viviane Fontes, representante da Vale, patrocinadora do Curta Vitória a Minas.
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Dia 6 – Sábado também é dia de trabalho
Pela manhã, Alexandre Guerreiro trabalhou com a turma de documentário e Lulu Correa seguiu com a orientação dos roteiros daqueles que vão fazer ficção. Na parte da tarde, as turmas se inverteram. Beth Formaggini, em seu último dia por aqui, finalizou os planos de trabalho com os documentários de Miriam, Helder e Tânia enquanto Alexandre trabalhou com Geremias, Lucia Elena, Poliana e Maria da Conceição (que prefere ser chama de Sônia), que farão os filmes de ficção.
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Dia 7 – Início das oficinas de Som e Fotografia
Hoje começaram as oficinas de som e fotografia com Guile Martins e Tomás Camargo. Marcia Medeiros, professora de edição, também chegou e participa desta próxima etapa que é a filmagem de uma das cenas do roteiro.
Depois de passar a tarde conversando sobre cada um dos roteiros, o grupo iniciou as gravações com a cena do filme “Pedro, Além de Alcântara”, de Miriam Firmo.
Nessa etapa, o grupo experimenta, na prática, a vivência real de um set de gravação. Juntas, as oficinas de som e fotografia ajudam os participantes a pensar enquadramento, luz, planos e, até mesmo, a direção dos atores (que, nesse caso, são os próprios colegas).
Até a edição é abordada durante a prática já que cada escolha feita no set implica na montagem e, consequentemente, no resultado final.
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Dia 8 – Um dia, 5 cenas
Hoje foram gravadas cinco cenas. Primeiro foi a cena da chegada da família na estação, do roteiro dda Tânia. A locação foi na frente do IMA, na calçada. Em seguida, a cena da conversa no hospital entre mãe e filha, do filme da Poliana, com uma cama improvisada na sala. A piscina, serviu de lago para a cena das irmãs brincando, da história da Sônia (Maria da Conceição). Depois a equipe foi pra rua. Primeiro na escadaria da UFES, para a cena do filme “Inventário da Infância”, do Helder, e depois seguimos para uma praça na Mata da Praia para a cena noturna de “Perdidos no Jardim”, da Lucia Elena, que ainda teve uma segunda locação na orla.
Dia intenso e cansativo mas muito proveitoso!
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Dia 9 – Início da oficina de Edição
O dia amanheceu chuvoso e Geremias teve que mudar a cena que ele havia escolhido gravar. Se o tempo estivesse bom, teríamos ido para o alto da caixa d’água da UFES. Mas a chuva nos obrigou a gravar no interior. A cena escolhida, então, foi a do jantar da família, após a aparição do Zeppelin. Com isso, encerramos as oficinas de som e fotografia e, na parte da tarde, Marcia Medeiros começou a falar da edição. As sete cenas serão editadas nos próximos dias.
No fim do dia, Mariana e Cintya exibiram, no encontro do Cinema Manual, trechos dos curtas “Elena”, de Petra Costa, e “Branco Sai, Preto Fica”, de Adirley Queirós. O debate girou em torno de como imagens de arquivo podem ser usadas de diferentes formas.
