Voltamos ao parque Areão, pela manhã, para a longa entrevista da diretora Míriam. Ela falou da relação dela com o tio Pedrinho, com o coral e contou porque se emociona todas as vezes que fala do tio. É o seu olhar que dá o tom da narrativa sobre esta figura tão importante na sua vida.
Na parte da tarde, a conversa foi na casa de Tia Anita, com Tia Ivone e Tia Maria, as três irmãs mais velhas de Tio Pedrinho. Com fotos de família em cima da mesa, elas relembraram histórias desde o tempo em que moravam no Caxambu, um lugar de cultura quilombola quando esse nome ainda nem existia. “A gente vivia num lugar onde só tinha preto!”, contam. Falaram também sobre como tio Pedrinho, depois de se apaixonar pelo coral das holandesas, acordava as irmãs no meio da noite para cantar. A família sempre foi muito musical, com forte base no congado. Tio Pedrinho trouxe um repertório mais clássico, com músicas sacras mas sempre com influência dessa origem.
