Que história é essa, CVM IV?

Os autores e autoras das histórias selecionados pelo Curta Vitória a Minas IV começaram a viver os desafios de quem decide transformar uma história em filme. Após a chegada e o acolhimento, na sede do Instituto Marlin Azul, em Vitória (ES), a turma se juntou às professoras Lulu Corrêa e Beth Formaggini e aos demais membros da equipe do projeto para contar como surgiu a ideia de cada história e quais as principais motivações para participar desta imersão de 15 dias na linguagem e nas técnicas audiovisuais. Conheça um pouco cada selecionado (a), qual história escreveu e a expectativa para a vivência no mundo do cinema:

História – “Perdidos no Jardim”: A história resgata uma experiência sobrenatural vivida pela autora e por sua irmã quando eram crianças durante um passeio pelo jardim central da cidade no ano de 1966.“Estou muito feliz junto a estas pessoas bem capacitadas da equipe do Marlin Azul para nos orientar sobre como fazer, como produzir um filme a partir de uma história que vivenciamos, escrevemos e que queremos, agora, colocar na tela. É muito importante isso porque é como se fosse uma gestação, como gerar um filho dentro da gente, com toda aquela expectativa, passando por toda aquela ansiedade e alegria para, depois, ver este filho nascer. Assim está sendo estar aqui neste processo no meio de pessoas excelentes, com paciência para passar tudo o que sabem para que possamos colocar este aprendizado em prática.”

História – “Pedro Além de Alcântara”: A história celebra a memória e a história do saudoso fundador do Coral Família Alcântara, criado há mais de seis décadas. “Minha expectativa é que todos se sintam sensibilizados pelo filme e que eu saiba passar a mesma emoção que sinto ao falar do meu tio Pedro Antônio. Eu me sinto feliz e grata por estar aqui conhecendo pessoas, fazendo parte deste projeto incrível que já está transformando minha vida”.

História – Aventuras nos campos, matas, ribeiros e lagoas, e o apito do trem”: A história relata as aventuras vividas por duas irmãs durante a infância de lutas e dificuldades dentro de uma família humilde do campo. “A minha expectativa é de que vai dar certo. Estou ainda um pouco nervosa, mas estou amando, aprendendo muito. As pessoas vão assistir a um filme de uma pessoa da roça que conseguiu ser feliz e se estruturar apesar das situações que precisou enfrentar na roça. Uma pessoa que era feliz mesmo privada de muitas coisas, mas que tirava do mato e das águas que tinham em volta bagagem para viver a vida”.

História  –  “Um Viagem…minha parte da História”: A história relata como a autora e sua família viveram a tragédia de Enchente de 1979.“São tantas emoções! Primeiro, gratidão, encantamento, alegria e uma pitada de preocupação. Estou vivenciando momentos preciosos com pessoas maravilhosas. Deus é bom!”

História – “Inventário da Infância”: A história é uma ode à multiplicidade poética das infâncias.“A expectativa para estas duas semanas de imersão é muito alta. Estou muito ansioso para tudo que nós iremos viver, todas as possibilidades que vão se desacortinar nas ideias. Uma coisa é termos a ideia, a história pré-organizada na nossa cabeça, a outra é encontrar as ferramentas e os instrumentos para subsidiarem a execução deste projeto. Eu creio que serão dias de muita troca, de muitas partilhas literárias e afetivas. É um grupo muito diverso, tanto dos finalistas quanto o dos mestres. A expectativa é muito alta porque tenho certeza que novos e maiores desdobramentos vão se desenrolar a partir desta imersão e vão nos ajudar a ressignificar nossas próprias histórias, nossas próprias produções, então, isso vai ser muito bonito”. 

História – “Eu Sou é Eu Mesma”: Na história, baseada em fatos reais, a autora resgata fragmentos de sua memória em processo de reconstrução, revela sua jornada de luta, coragem e esperança para reencontrar a si mesma após sobreviver a um grave acidente de carro. “Na última semana, antes de me integrar a tudo e a todos aqui, eu tive uma ansiedade, um turbilhão na cabeça, até acordando durante a noite, não conseguindo ingressar no sono novamente. Tudo novo: pessoas, formatos, materiais, entregas, afazeres. Tudo isso me assustou bastante. É uma palavra forte, mas eu tive até um pouco de medo de não dar conta de responder à altura de minhas próprias expectativas. Eu sou bem exigente, sei que minhas expectativas não seriam poucas, tive medo de não responder. A maneira como tudo está sendo conduzido e trabalhado aqui, todos compartilhando tudo, trocando e somando, está me nutrindo, está me capacitando, e hoje, eu me acredito capaz de entregar uma coisa legal”.

História – “Julyta e o Zeppelin”: A história reconta a divertida aventura infanto-juvenil de um grupo de irmãos para tentar ver a passagem do zepelim pelos céus da cidade de Ibiraçu na década de 30. “Foi com muita alegria e expectativa que soube da seleção do meu texto “Julyta e o Zeppelin” para virar filme pelo Curta Vitória a Minas. Iniciamos esta semana o curso para nos habilitar a produzir, a dirigir o filme, a escrever o roteiro. Eu tenho a expectativa de que isso me ajude a transmitir para o público que vai assistir ao filme, especialmente, para as pessoas da minha cidade de Ibiraçu, a mesma emoção que eu sinto ao contar a história. Espero que ao final desta jornada de 15 dias consigamos depois produzir um filme que atenda à minha expectativa e à expectativa de todos.”

Veja as imagens do dia.

Texto: Simony Leite Siqueira

Fotos: Mariana de Lima