No Meio de Tudo e do Nada

de Maria da Conceição Costa

Belo Oriente/MG

Maria da Conceição Costa conta como foi sua infância ao lado da irmã, Terezinha, na área rural do interior de Minas Gerais, nos anos 70. Apesar das dificuldades que a família enfrentava, as meninas eram felizes, vivendo em um mundo próprio, cheio de amor e cumplicidade, brincando no mato, transformando espigas de milho em bonecas e tomando banho de rio.

Resenha

  • Filme volta no tempo para reviver memórias de infância na roça

    A infância simples de duas irmãs na área rural do interior mineiro nos anos 70 é o fio condutor deste filme baseado em fatos gravado em Belo Oriente (MG). As filmagens de “No Meio de Tudo e do Nada”, de Maria da Conceição Costa, uma das histórias selecionadas pelo Curta…

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Diário de bordo das gravações

  • Mudança de Nome

    Maria da Conceição Costa enviou para o concurso de histórias do Curta Vitória a Minas IV a história “Aventuras nos campos, matas, ribeiros e lagoas, e o apito do trem”, sobre sua relação com a irmã e a vida que levavam na infância. Mas, chegando para as oficinas, descobrimos que Maria da Conceição prefere ser chamada de Sônia.

    Depois do roteiro pronto, Sônia mudou também o título da sua história (que agora será um filme). Daqui pra frente então, falaremos do curta “No meio de Tudo e do Nada”, de Sônia Costa, antigo “Aventuras nos campos, matas, ribeiros e lagoas, e o apito do trem”, de Maria da Conceição. Mas autora e história são as mesmas!

    As gravações começam em 13 de maio, em Belo Oriente/MG.

  • Dia 1 – A vida na roça das irmãs Sônia e Terezinha

    Chegamos ontem à Belo Oriente/MG para as gravações do curta “No Meio de Tudo e do Nada”, de Sonia Costa. As primeiras cenas mostram a relação singela e amorosa entre as irmãs Sonia e Terezinha, as duas mais velhas de 7 irmãos, e a vida dura que a família levava na roça.
    Pela manhã, as meninas Stella e Sofia, que interpretam Sônia e a irmã Tê, fizeram as cenas em que elas brincam no campo, fazem bonecas de espigas de milho e comem frutas colhidas do pé.

    À tarde toda a família reunida pro café da manhã, quando o pai, interpretado por Wallace, sai pra trabalhar. Sônia reuniu um elenco de amigos e família que colaboraram com os figurinos e cenário.

  • Sônia e Tê conversam e lembram do passado

    Hoje gravamos com as personagens reais dessa história, a diretora e autora Sônia e sua irmã, Terezinha. O fio condutor da narrativa do filme é uma conversa delas, na mesa da sala. Enquanto Sônia escreve, elas relembram e comentam momentos e sentimentos que viveram no passado.

    Para tornar tudo o mais natural possível, não teve ensaio nem texto decorado. Apenas as duas irmãs conversam de verdade a respeito daqueles acontecimentos reais que Sônia colocou no roteiro. Pela primeira vez usamos duas câmeras gravando tudo para não perder nenhum momento da conversa. No final da cena, as duas saem caminhando pelo campo.

  • Inauguração do banheiro na escola

    Hoje gravamos a inauguração do banheiro da escola. Momento marcado na memória das irmãs, já que a festa real teve presença até da prefeita da época, tamanha era a novidade da construção de um banheiro, com descarga, pia e tudo mais que estamos acostumados hoje.

    Para montar essa festa, Sonia reuniu atores para os papéis de prefeita, vereador, diretora, professora, cantineira, pedreiro, além de mais 15 figurantes, entre crianças e adultos, na fazenda da Braúna, na, hoje desativada, Escola Padre Elizeu, onde realmente estudou. Amigos, familiares, comerciantes que emprestaram objetos de cena e ajudaram a caracterizar o local. Festa no filme e uma tarde animada de gravações pra quem participou.

  • Um tempo em que se trocava panelas por galinhas

    Dia de emoção e saudade na cena em que a mãe da Sônia visita a comadre Petra para trocar uma panela por alguns pintinhos ou, quem sabe, uma galinha. Comadre Preta, a verdadeira, assistiu sua filha, Juliana, interpretar ela própria conversando com Dona Laurinda, mãe da Sônia, interpretada por Cássia.