Diário de Bordo

Dia 2 – Inventário da Infância

A subida da escadaria que dá acesso ao bairro popularmente conhecido por Caixa D’água, em João Neiva/ES, é a cena de abertura do filme. Uma mulher de mais idade (Rogéria, mãe do diretor) sobe a escada com duas crianças (Sarah e Vitor) e conversam simbolizando as memórias e a relação intergeracional.

Na parte da tarde, a locação foi o espaço de leitura Confabulado, criado por Helder e sua mãe, Rogéria, em 2017. Lá foram feitas duas cenas. Dentro do espaço Guilherme Lyrio fez uma roda de leitura com as crianças, que participaram ativamente fazendo interferências, ilustrando como a construção coletiva permeia a vida no bairro.

Do lado de fora, na frente do muro, a cena em que duas crianças correm uma em direção à outra carregando bandeiras com os dizeres poéticos: “Somos feitos do verbo que não cala” e “Somos memória que insiste”.