Depois da reunião inicial da equipe seguimos para as margens do Rio Doce, onde foi gravada a última cena do curta: um pescador jogando sua rede no rio, hoje calmo. Esse pescador era o Daniel, que também deu seu depoimento sobre os dias da enchente. Na parte da tarde fomos para a praça central, local que ficou totalmente alagado. Lá foram gravados os depoimentos de moradores que falaram sobre suas lembranças do abrigo, da cozinha coletiva que atendia aos desabrigados e outras histórias.
À noite Tânia entrevistou Rosângela Iglesias e seu irmão, Hércules (que interpreta o pai da Tânia nas cenas ficcionadas). Essa conversa teve um tom diferente. Os dois eram crianças na época e, para eles, as lembranças passam pela diversão e aventura com helicópteros sobrevoando a cidade, notícias na televisão e histórias inusitadas como no dia em que receberam em casa dois jabutis e uma aranha, resgatados das áreas alagadas. Os dois, ainda crianças, amaram os novos “bichinhos de estimação”.
Rosangela participou da primeira edição do Curta Vitória a Minas e dirigiu o filme “Estranha Criatura”, que vocô pode assistir clicando aqui.
