
Geremias Pignaton
A história de Geremias é, antes de mais nada, uma homenagem à sua mãe, Julyta. Lá pelos anos 30, houve um grande alvoroço na cidade com a notícia da possível passagem do Zeppelin pela região. Em segredo, as crianças planejam subir o morro para ver de perto o famoso dirigível, mesmo sem muita certeza de que ele passaria por ali. Para não serem delatadas, se vêem obrigados a levar a caçula Julyta no balaio de um burro. Esta aventura inesquecível é a história de “Julyta e o Zeppelin”.
Cena do roteiro gravada como exercício, durante as oficinas com os participantes do projeto e a professora de roteiro Lulu Corrêa, como Julyta.
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Curta busca Zeppelin nos céus de Ibiraçu
Julyta amava contar histórias. Uma delas tão extraordinária como um sonho aconteceu nos anos 30. A menina aos seis anos de idade se aventurou ao lado dos irmãos mais velhos por matas e pastos e encarou uma montanha com a esperança de ver nos céus o Zeppelin, o dirigível de…
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Chegamos em Ibiraçu/ES
Na tradicional reunião de produção, Geremias contou novamente a história para a equipe com pequenas mudanças que aconteceram no desenvolvimento do roteiro. Entre elas, a jornada das crianças em busca da visão do zeppelin que, na história original, aconteceria em uma manhã. Agora esse tempo se estendeu para o dia todo. Ao invés de chegarem para o almoço, o quarteto só chega em casa na hora do jantar. A equipe também ficou ciente que o filme será todo em preto e branco, como o diretor imaginou desde o início do projeto.
As primeiras cenas gravadas, da saída das crianças de casa com a mula, foram gravadas em Pedro Palácio. Todo o figurino foi feito especialmente para o filme por uma moradora de Ibiraçu. Roupas, chapéus de tecido dos meninos, o chapeuzinho de palha da Julyta e até os balaios que a mula leva, onde Julyta se acomoda para subir o morro foram confeccionados especialmente para a produção. Produção impecável de Geremias , que se preocupou com cada detalhe!
Angelo Pignaton, faz a assistência de direção do pai. Os personagens principais, as crianças, são interpretados por Raul Pignaton, Gabriel Baioco, Cecília Pignaton e a pequena Helena Pignaton no papel de Julyta, a mãe do diretor. O próprio Geremias faz o papel de Beppe, pai das crianças, mas seu rosto não será visto no filme. Não podemos deixar de mencionar os meninos que trouxeram a mula Zuleide que no filme, se chama Pazolina. Kaliel de Souza Oliveira Costa e Calisson Oliveira Costa trabalham no haras onde ela vive e foram fundamentais na lida com o animal. Mesmo sendo uma mula bem mansinha.
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Dia 2 – Vozes em off e morro do Aricanga
Pela manhã gravamos alguns diálogos dos personagens numa área da mata atlântica. Como muitas cenas são filmadas de longe, em plano aberto, as conversas que elas têm ao longo do caminho foram gravadas em separado e serão sobrepostas às imagens, na edição. Bom para as crianças que não precisaram decorar esta parte dos textos.
À tarde foram feitas duas cenas importantes. A parada do quarteto no caminho para descansar e beber água e a espera pelo Zeppelin, que elas na verdade, nem tem certeza de que conseguiriam ver. Ali elas vivem a ansiedade da espera e a visão do zeppelin (que será definida na edição). Hoje a mula Zuleide/Pazolina não participou das gravações já que, na história, eles precisam deixá-la amarrada no caminho. Cena que será gravada amanhã. Já a passagem do Zeppelin, propriamente dita, não foi gravada e será resolvida na edição.
Geremias escolheu a dedo cada locação e o filme terá tomadas deslumbrantes. Além de ter passado a infância por aqui, ele tem o olhar apurado de quem costuma fotografar pássaros na natureza.
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Dia 3 – Cenas indoor
Depois de muita caminhada, subindo e descendo o morro, hoje foi dia das cenas indoor. O que não significa que não houve deslocamento da equipe já que a locação foi uma casa de uma família amiga do diretor, num distrito no caminho de Demétrio Ribeiro, já perto de João Neiva.
As duas cenas dentro de casa acontecem pela manhã, quando as crianças planejam a saída de casa escondido dos pais e à noite, quando o pai chega pra jantar sem saber da aventura que seus filhos tiveram.
A cena do jantar, feita hoje, foi a mesma escolhida por Geremias para gravar durante as oficinas, em dezembro de 2025, como exercício. Lá os atores eram os participantes da edição.
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Dia 4 – Morro do Aricanga visto do mosteiro
Não dá pra negar que o tempo foi um grande aliado. Os dias ensolarados ajudaram a fazer cenas deslumbrantes. No último dia fomos até o mosteiro budista de Ibiraçu para registrar o morro do Aricanga deste outro ângulo. Mais paisagens de tirar o fôlego!
Mas antes ainda foram feitos 3 planos do trajeto até o alto do morro: as crianças passando por um córrego com a Pazolina, amarrando a mula na árvore, já que não ela subiria o morro do Aricanga, depois e avistando a igrejinha (na BR101) e confabulando.
Não podemos deixar de encerrar o relato das filmagens de “Julyta e o Zeppelin”, de Geremias Pignaton, com um parabéns ao nosso pequeno grande elenco: Raul, Gabriel, Cecília e Helena. Os quatro, muito entrosados, bem ensaiados e o tempo todo atentos a cada detalhe, além de estarem totalmente à vontade com as câmeras. Mergulharam no clima e entenderam rapidamente o funcionamento de um set.

